Quando sua passagem pelo Estige
Juntamente a estes cantos iniciou-se
Reúnem-se as mais belas ninfas tristes
A recordar como ele era doce
Doce e belo, mesmo em seu amargo fim
Vejo chorarem as águas por sua perda
Como eu assim chorei ao perdê-lo de mim
Lamentaram-se todas as Nereidas
Por não ter cedido a nenhum dos anseios
Recusastes a todo vão pedido
Aceita então o destino que te veio
Quando viu a si mesmo refletido
A paixão traga pelo cupido
Que te condenou, pobre Narciso
Passastes a viver sobre esta margem
Morrendo e amando a sua própria imagem
Agora levado por Caronte
Procurando neste leito, por onde
Andaria seu magnífico amado
Porém nele, nada foi encontrado
E chorou lágrimas inexistentes
Desejando morrer novamente
Então de Narciso nasceu tal flor
Que conhecem, hoje, estas ninfas sua cor