domingo, 24 de julho de 2011

II

Quando te falar meias-verdades sobre mim
Você ficará meio assustada, acho que sim
Porque não ser leão em pele de cordeiro?
Não sabes o que é ser vários o tempo inteiro

Ser pertinente em sua contradição
Ser gigante e caber na palma da mão
Ser tão pesado como a lã ou o ar
Ou ser tão rígido quanto o mar

Possível protestante que se rende
Com certeza um desesperador paciente
Também um comunitário egoísta
Com mania de grandeza e minimalista.

Eu sou este mar que banha o vulcão
Que aterroriza ao entrar em erupção
Sou palavras gentis seguidas de palavrão
Um veredito cheio de indecisão

Quem age errado pelo motivo certo
Quem tanto anda para chegar perto
Seguro em sua crise de identidade
Sou único dentro da minha bipolaridade

O interessado que se faz desentendido
Um cauteloso buscando pelo perigo
Sou todo esse falatório, mas reservado
Eu sou esse dois em um, ao quadrado

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