terça-feira, 26 de julho de 2011

Já Passou O Tempo

Passa o dia, passa o tempo
Passa o sol e o momento
Passava o céu enquanto a lua agoniava
Porque só uma pessoa não passava
Na rua do juramento

Enquanto eu escrevo versos de lamento
Ou não escrevo nada
Nesta rua triste de tormento
Só a lua não se importava
Porque... e se ela soubesse?

Que eu não a esqueceria
Por ela, nada adiantaria
Nem se uma chuva descesse
Desde quando o sol escuresse?
E a dor passou a me alimentar?

Passam moças, passam rapazes
Passam todas as raparigas
E passam todos os vorazes
Só não passa minha amiga

Que nem a imagem dela, nenhuma
Sem dúvida de penumbra alguma
Te reconheceria pela vista
Mas, nenhuma sequer traz pista

Passa a hora, passa o vento
Passa todo o tipo de ser vivo
Passou o tempo e veio o alento
Só a alma dela não passa
Pela rua do juramento.

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