Passa o sol e o momento
Passava o céu enquanto a lua agoniava
Porque só uma pessoa não passava
Na rua do juramento
Enquanto eu escrevo versos de lamento
Ou não escrevo nada
Nesta rua triste de tormento
Só a lua não se importava
Porque... e se ela soubesse?
Que eu não a esqueceria
Por ela, nada adiantaria
Nem se uma chuva descesse
Desde quando o sol escuresse?
E a dor passou a me alimentar?
Passam moças, passam rapazes
Passam todas as raparigas
E passam todos os vorazes
Só não passa minha amiga
Que nem a imagem dela, nenhuma
Sem dúvida de penumbra alguma
Te reconheceria pela vista
Mas, nenhuma sequer traz pista
Passa a hora, passa o vento
Passa todo o tipo de ser vivo
Passou o tempo e veio o alento
Só a alma dela não passa
Pela rua do juramento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário