terça-feira, 19 de julho de 2011

Noite Adentro

Insensato, eu prossigo
Noite adentro em mim
Anoitece e eu durmo
Depois rezo pelo fim

Tenho amigos que dormem
Às quatro horas da manhã
Apenas eu insisto
Numa ideia anciã

Só quando estou desgovernado
Posso agir de tal forma
Viver a minha maneira
Sem seguir nenhuma norma

Mas os meus amigos não sabem
Que a madrugada vai além
Dos gatos soltos no telhado
E as ruas sem ninguém

Vai até o horizonte
Encontrar o sol do novo dia
É ela que faz essa ponte
Entre fúria e euforia

Eu sei, mas não te digo
Que já estive na madrugada
Pois preferia estar contigo
Numa ilusão mal acordada.

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