domingo, 26 de agosto de 2012

49 - Sisos


Nascem os sisos da minha euforia
Crescem os cabelos, mas nada se arrepia
Cortam-se unhas e braços
A fim de que sobre espaço
Para o sentimento de agonia.

Envelhecem como corrida de criança
Morreram cedo tal qual a esperança
Enterram-se corpos e locus,
Não há missa de sétimo dia
Mesmo se ainda houver lembrança.

A subida não garante lugar ao céu
Um reencarnar tão doce quanto mel
Que escorre e fere a abelha
Quando nos é entregue a centelha
Para um viver tão bem e ao léu.


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