quinta-feira, 30 de agosto de 2012

51 - O Cavalo






Escreva-se sol ao tempo
Firmamento ao que pousar
Sem vento, praia, céu.

Para que se possa ouvir, latim
Não mesmo o século que tive
Tão claro que o negro divide o todo
Passa em mim, aqui ao lado.

Escuta as coisas e então vinde a mim
Jogai as escadas para o sol
Que dilata todo amor entendido

As coisas eternas não regressam
E só há sofrimento do que for

Não há corrida, nem mesmo algo
Que vale a pena das escrituras pagãs
Ou esquecer a guerra e a sorte
De queimar trevos e fechaduras.
(Não há cavalos nessa história)


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